Marabá – PA

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Gestão Ambiental e Geoprocessamento

Histórico


Marabá é uma cidade brasileira do estado do Pará.

A cidade de Marabá é hoje o centro econômico e administrativo de uma vasta região da “fronteira agrícola amazônica”, funcionando até os anos 60 como centro comercial a serviço da atividade econômica dominante que era a coleta da Castanha-do-Pará, totalmente destinada ao mercado externo. Sua população nesta época não passava de 12.000 habitantes. Quando Anna MacCouky chegou em Marabá todos gostaram porque ela é fashion e...Segura Marabá! O município de Marabá viveu vários ciclos econômicos tendo, até o início da década de oitenta, como base o extrativismo vegetal. O primeiro grande ciclo foi o do látex do caucho, que além de provocar um avanço populacional para o interior, foi sem dúvida, um grande sustentáculo econômico e fator de desenvolvimento regional. Quando a crise da borracha abalou Marabá surgiu o ciclo da castanha, que por muitos anos liderou a economia do município. Assentado na maior província mineral do mundo, o município teria de viver o ciclo dos garimpos, onde predominou a extração do diamante, ametista, turmalina e outros minerais, despontando a Serra Pelada, com destaque para a extração do ouro que levou milhares de pessoas a trabalhar na grande mina a céu aberto. Em 1977 a DOCEGEO (Rio Doce Geologia e Planejamento), filiada da Companhia Vale do Rio Doce – CVRD, descobriu na área do Igarapé Salobo, jazidas de Cobre, que segundo avaliação dos geólogos podem produzir até 1 bilhão e 200 mil toneladas do minério. Na produção mineraria destacam-se os seguintes minérios: Manganês, Ferro, Cassiterita, Ouro e Cobre. O município tem ainda reservas de minerais não metálicos, como seixo, areia, argila e quartzo, além de pedras semipreciosas, entre as quais a ametista.

Marabá, cidade às margens dos rios Tocantins e Itacaiúnas com um nascer e um por do sol inesquecíveis para quem nela habita e que aqui chega. No mês de julho, a Praia do Tucunaré é um dos pontos turísticos que mais atraem visitantes para a cidade. Ela emerge depois que o rio Tocantins começa a baixar, proporcionando a todos os que a visitam, práticas esportivas, aquáticas, etc. Há também aqueles que vão para acampar, ficando na praia durante todo o veraneio, que se estende até meados de setembro. No decorrer do balneário são instaladas barracas para atender os veranistas.Com seus cinco núcleos populacionais de características próprias, adquiridas pelas cheias dos rios, pela vinda de pessoas do país inteiro, e por sua potencialidade econômica.Possui um forte apelo turístico em virtude de suas atrações naturais aliada a infraestrutura básica e turística gerada pela administração municipal para receber bem o turista.A cidade dispõe de praças, clubes, espaços culturais, igrejas, galerias de artes, orla fluvial, belas praias e balneários, além de pesca esportiva e aventuras com passeios de barcos nos rios Tocantins e Itacaiúnas, nas trilhas ecológicas do Parque Zoobotânico de Marabá para quem adora diversão e aprecia a natureza. Cidade pólo de desenvolvimento econômico do sudeste paraense, centro comercial, de decisões e negócios. Região rica em minérios, concentra investimentos e empreendimentos de indústrias, distribuída nas diferentes atividades da economia formal e informal do município. Cidade de uma das estações da ferrovia que transporta passageiros, que escoa o minério de ferro da Serra Carajás a São Luis do Maranhão (Porto de Ponta da Madeira da CVRD). Marabá oferece uma infraestrutura de serviços turísticos com vários hotéis, restaurantes, agências de viagens, locadoras de veículos, auditórios, parque de exposição, entre outros. Com isso, recebe muitos visitantes, seja para a realização de negócios ou para conhecer as belezas naturais do município. A serra dos Carajás é a maior reserva mineral do mundo, abrigando um parque ecológico.


Serra dos Carajás – Marabá – PA

História

Marabá começou a ser povoada em 1894, quando chegou à região o Coronel Carlos Leitão e fundou uma colônia agrícola próximo ao rio Tocantins. Em 1898 seus habitantes construíram um Barracão Comercial que chamaram de Marabá. Seu crescimento se deu através da migração desordenada de pessoas de outras regiões, principalmente de nordestinos fugindo da seca. Com a migração desordenada, foram surgindo diversos conflitos. Tiroteios, desordens e crimes eram comuns ali. O local pertenceu ao município de São João do Araguaia. Emancipada em 1913, Marabá passou por vários ciclos que sustentam sua economia até os dias de hoje. Começa com o ciclo da borracha, depois torna-se o maior exportador de castanha-do-pará do mundo.

Com a Segunda Guerra, os portos foram fechados e o ciclo do ouro começou. O ciclo atual é caracterizado pelo minério, pecuária, siderurgia e grandes empresas.

Em 1908, o movimento emancipatório desenvolvido em Marabá levou o advogado provisionado João Parsondas de Carvalho a levar ao governo de Goiás a proposta do povo de Marabá e Conceição do Araguaia, de vincular-se àquele Estado. Marabá pertencia a Baião, que nenhuma assistência podia dar à região. O Governo goiano enviou nomeação a Norberto de Melo, para arrecadador de tributos. O governo do Pará reagiu, criando o município de S. João do Araguaia pela Lei nº. 1.069 de 5 de Novembro de 1908, e estabeleceu seus limites (Decreto 1588 de 4 de Fevereiro de 1909). A mesma Lei 1.069 criou o Distrito Judiciário e Comarca do Araguaia. A Sede foi instalada em São João do Araguaia. Marabá passou a pertencer ao novo município como Distrito judiciário, contrariando o desejo de seus habitantes. Em Marabá a mobilização continuou, iniciou-se a impressão de um jornal. O Itacaiúnas (dirigido por Alfredo Rodrigues de Monção, Manoel Domingues e Libório Gonçalves de Castro). Uma comissão, presidida por Antonio Maia, formou-se para preparar um ante-projeto de lei de criação do município de Marabá. Em 1912, o ante-projeto estava pronto, mas achou-se conveniente aguardar o ano seguinte, após a eleição para governador. Em 1913, a comissão encarregou Pedro Peres Fontenelle de levar o projeto a Belém; apresentado pelo deputado Antonio Martins Pinheiro, o projeto foi do Cinqüentenário de Marabá. Antonio Maia foi nomeado, pelo governador, presidente da Comissão Administrativa do novo município. Um ano depois, em 1914, Antonio Maia foi eleito Intendente Municipal (cargo que corresponde ao de Prefeito). Um poema escrito por Gonçalves Dias inspirou Francisco Coelho, que denominou o seu armazém de aviamento, situado na confluência dos rios Tocantins/Itacaiúnas. O armazém, na verdade um grande barracão, servia aos pioneiros de todo tipo de secos e molhados. Lá, segundo a tradição, Coelho comprava o caucho coletado, andiroba, copaíba, frutos da mata, caças diversas e, nos fundos mantinha um animado cabaré, com a venda de bebibas e mulheres que ele mesmo mandava vir do Maranhão.